Hospital do Servidor Público Municipal
Dia do Mosquito alerta para a importância do combate aos vetores
As mudanças climáticas e o desmatamento estão diretamente relacionados à proliferação de insetos. O clima quente acelera o ciclo de vida dos mosquitos e a destruição ambiental, por sua vez, favorece a migração desses vetores para áreas urbanas. Em razão disso, doenças como dengue, malária, zika, chikungunya e febre amarela ainda representam grandes desafios para a saúde pública no Brasil. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças transmitidas por mosquitos causam mais de meio milhão de mortes por ano.
O uso de inseticidas para combater esses vetores – como o aedes aegypti - vetor responsável pela transmissão da dengue, zika, febre amarela urbana e chikungunya - já foi adotado em políticas públicas, mas pode apresentar limitações e perda de eficácia ao longo do tempo devido à resistência dos mosquitos. Sendo um mosquito doméstico, ou seja, vivendo próximo às pessoas, o aedes aegypti está presente, principalmente, em domicílios e outros locais bem frequentados pelas pessoas.
Ao ser picada, uma pessoa apresentará sintomas variados de acordo com a enfermidade – ainda que o vetor seja o mesmo, conforme especificados abaixo:
Dengue: febre alta, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores musculares e nas articulações, cansaço, náuseas e manchas vermelhas na pele.
Zika: febre baixa, manchas vermelhas com coceira, olhos vermelhos (conjuntivite), dor nas articulações, dor de cabeça e mal-estar.
Chikungunya: febre alta de início repentino, forte dor nas articulações, dores musculares, dor de cabeça, cansaço e manchas vermelhas na pele.
Para prevenir a proliferação de mosquitos como o Aedes aegypti, é importante evitar o acúmulo de água parada, onde o mosquito pode colocar seus ovos. Mantenha caixas-d’água, e outros recipientes bem tampados, elimine água acumulada em vasos de plantas, pneus, garrafas e calhas e mantenha os ambientes sempre limpo. Além disso, o uso de repelente, roupas que cubram braços e pernas e telas em portas e janelas ajuda a reduzir o risco de picadas e, consequentemente, de doenças como dengue, zika e chikungunya.
A prevenção também pode ser realizada por meio da vacinação: no caso da febre amarela, está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) para a população a partir de 9 meses de vida. A imunização contra a dengue também está disponível, porém, para públicos específicos. Para as demais enfermidades, ainda não há vacinação para a população em geral.
Contexto histórico:
No dia 20 de agosto de 1897, o médico britânico Ronald Ross descobriu o parasita da malária no trato gastrointestinal do mosquito. A partir disso, percebeu que a transmissão da doença poderia ocorrer de um ser humano para outro por meio da picada da fêmea do mosquito.
Essa descoberta serviu como base para o desenvolvimento de métodos mais eficientes de combate à doença, além de render a Ronald Ross o Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina, em 1902. Por meio de seu trabalho, cientistas puderam compreender e estudar o papel desses insetos na transmissão de diversas doenças que atingem pessoas em todo o mundo e podem ser fatais.
Colaboração: Dr. Marcos Antonio Cyrillo – Médico Infectologista e Coordenador do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do HSPM
Produção: Assessoria de Relações Institucionais
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