Secretaria Executiva de Segurança Alimentar e Nutricional e de Abastecimento
60+ na linha de frente: idosos ganham protagonismo nas famílias e na busca por alimentação saudável

Escrito por: Enzo Sapio | Revisado por: Michele Cunha
São Paulo, outubro de 2026 — O Brasil está envelhecendo: os avanços da tecnologia, informação e da saúde ao longo dos anos impactaram o aumento do tempo de vida da população, com a parcela idosa se beneficiando e assumindo mais destaque na sociedade, aparentemente. Um relatório postado em setembro pela Nexus expõe o público 60+ responsável por 32% dos lares brasileiros (equivalente a cerca de 21,6 milhões de domicílios computados). Desses, 87% assumem a posição de chefes de família, administrando financeiramente as despesas. A análise entra em concomitância com os dados publicados pela Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Executiva de Segurança Alimentar e Nutricional e de Abastecimento (SESANA), revelando que 50% dos atendimentos registrados nas oito lojas do Armazém Solidário são público de terceira idade, escancarando uma maior liderança e atividade do grupo nas famílias brasileiras.
Esmiuçando mais os dados dessa nova configuração social brasileira, segundo a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua do IBGE de 2026, 16,6% da população brasileira tem mais de 60 anos, o que corresponde a 35,2 milhões de idosos no país. O número representa um aumento de 58,7% em comparação à década passada, quando o público 60+ somava 22,2 milhões de pessoas (ou 11,3%). Diante da alta de pessoas consideradas idosas por lei, no entanto, o rendimento mensal do grupo apresentou queda de 4% comparado a dez anos atrás, mesmo que a renda por mês tenha aumentado 13%, explicado pela desvalorização do real e do dólar nos últimos anos, impulsionada pela inflação.
Para Vitor Arruda, secretário-executivo de Segurança Alimentar e Nutricional e de Abastecimento da Prefeitura de São Paulo, o cenário oposto de crescimento populacional dos idosos no Brasil — sobretudo em São Paulo, que já passou da marca de 2 milhões de sessentões, representando 17,7% da população — e seu poder de compra mais precarizado justificam a grande predominância de clientes de 60 a 89 anos nos Armazéns Solidários, representando 50% ao todo. Desse total, 72,60% são mulheres.
“A presença de mais pessoas idosas nas tomadas de decisão e presentes em todos os lugares da cidade já era algo muito discutido há anos como um modelo que, futuramente, teremos esse número mais que dobrado nas projeções do próprio IBGE, inclusive. Podemos reafirmar que foi algo pensado por São Paulo e que a municipalidade já está se preparando para comportá-los, seja diminuindo as filas da UBS e a sua rede de atendimento, ou integrando mais pessoas 60+ no CadÚnico para que elas possam comprar no Armazém Solidário e garantir até 50% de desconto em alimentos saudáveis e em produtos de higiene e limpeza”, afirma Vitor.
O secretário, porém, reverbera que o tema precisa estar sempre nos diálogos, para que a gestão sempre viabilize condições e assistenciais à população pela idade mais avançada.
“A pesquisa da PNAD aponta uma renda média de mais de R$ 3,8 mil para esse público. No Armazém, essa renda pode render mais: os produtos são vendidos com descontos de até 50%, e 94% do que comercializamos são alimentos in natura ou minimamente processados. Nosso objetivo é ampliar o acesso a uma alimentação de qualidade, com preços acessíveis, e incentivar escolhas mais saudáveis, que contribuem para a prevenção de doenças crônicas não transmissíveis”, analisa Vitor Arruda.
Amaro Silva, beneficiário do programa Armazém Solidário, mora junto com sua esposa e dois netos e comentou como o Armazém Solidário promove uma vida de mais qualidade para sua família: "Aqui é muito bom de comprar as coisas, porque a gente faz a pesquisa em outros mercados aí, e não se compara com os preços daqui. Graças a Deus, não tem faltado nada para nós. Aqui sempre tem de tudo e de muita qualidade. O arroz e o alho estão muito bons [de preço]; temos pão de queijo direto na padaria… o alho aí fora está 35-40 reais, já aqui está 14 reais. Quando a gente faz a conta e o orçamento do mercado, a gente ganha aí, dependendo das compras, uns 40 a 50 reais por dia tranquilo, imagina no mês!.”, finaliza Amaro, no depoimento registrado nas redes sociais do programa.
O café foi outro exemplo mostrado pela cliente Cláudia em seu vídeo-depoimento. Frequentadora assídua da unidade, ela comenta que toda semana está dentro do Armazém Solidário do M’Boi Mirim para conferir os preços, mudados semanalmente, de acordo com os preços tabelados referenciais de outros mercados da cidade.
“É meu braço direito, porque a minha renda é pouca, né? E aqui eu consigo comprar frutas, que sempre estão no meu carrinho. Com esse dinheiro, se eu fosse a outro local, eu não conseguiria. O café está 35-36 reais aí fora — pago mais ou menos 20 reais. Toda a semana estou conseguindo vir, chego até ir duas vezes na semana. Também a recepção é bem calorosa, sabe? Recebemos um 'bom dia' e 'boa tarde' na entrada; as atendentes das caixas te olham e conversam com você, muitos nem olham para a nossa cara", disse Cláudia.
O programa, iniciado em janeiro de 2024, teve a recém-inauguração do Armazém Solidário Grajaú em agosto de 2026, e ainda terá mais uma unidade até o fim do ano, dentro do Conjunto Novo Brasil. Até 2028, mais sete serão implementados. Em média, são 5 mil atendimentos por dia nas unidades do Armazém Solidário.
Mais sobre o Armazém Solidário
O programa Armazém Solidário oferta produtos alimentícios, de higiene e perfumaria, hortifrutis e produtos para pet, de grandes marcas, com valores acessíveis, que chegam a até 30% a 50% de desconto, equiparados a mercados e varejistas convencionais. Os preços são reajustados diariamente, de acordo com pesquisas de Preço de Venda (PVD) baseadas em valores divulgados pelas franquias de supermercado, com o intuito de ofertar sempre com valores abaixo da concorrência. A iniciativa visa equilibrar os preços e atrair familiares de baixa renda ou em situação de vulnerabilidade, aumentando a qualidade de vida desta parcela.
Nos Armazéns, somente são atendidos munícipes com CadÚnico ativo. Em todas as unidades, há um balcão de atendimento com assistentes sociais em que se pode coletar mais informações e instruções para reativar seu CadÚnico — até mesmo marcar o agendamento diretamente com o atendente.
O programa potencializa o poder econômico do cidadão e dos bairros, para além dos preços mais baratos: os Armazéns geram empregos para munícipes do entorno e garantem manutenção de outros serviços essenciais, como o convênio com o programa Sampa+Rural, conectando mais de 400 produtores agrícolas que enviam alimentos com maior qualidade e menos agrotóxicos — são estimadas mais de 450 kg de legumes e 2,8 mil unidades de folhosas negociadas por dia. No geral, 90% das pessoas aprovam o programa, segundo as Pesquisas de Satisfação dos Beneficiários, atualizada diariamente.
Confira a lista de endereços e saiba mais sobre o programa na página oficial.
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São Paulo possui o maior programa de Segurança Alimentar do planeta, segundo o Guinness.
Em dezembro de 2025, a cidade de São Paulo foi reconhecida internacionalmente pela GUINNESS WORLD RECORDS™ como detentora do maior programa municipal de segurança alimentar do planeta. Foram distribuídas mais de 933 toneladas de alimento em 24 horas, e a municipalidade alcançou um número superior a 3 milhões de refeições gratuitas por dia, contando com entregas de refeições prontas, produtos in natura e cestas básicas a pessoas de baixa renda.
Acesse todos os programas de segurança alimentar da Prefeitura de São Paulo clicando aqui.
Informações à imprensa
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Giovanna Lameiras — Assessora de Imprensa
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